Gratuito | 13,20 MB | Windows XP/Vista/7 | Atualizado em 2/10/2011
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Um dos mais seguros e populares navegadores do mundo ganha nova versão pelo menos 20% mais rápida que a antecessora.
Se alguém ainda reclamava da Mozilla pela demora em realizar novos lançamentos, agora precisa rever suas opiniões.
A fundação responsável pelo desenvolvimento do Firefox acaba de
lançar oficialmente a sétima versão estável do aplicativo, sem muitas
mudanças drásticas, mas com correções que pretendem deixar a navegação
ainda mais rápida, prática e segura.
Visualmente, o novo Firefox segue praticamente intocado desde a sua
quarta versão. Em compensação, os executivos da Mozilla afirmam que a
atual versão do navegador é até 20% mais veloz do que a antecessora.
Porém, acredite, esse não é o maior atrativo do Firefox 7. O foco
desta versão é diminuir o consumo de memória. Os usuários — até mesmo os
fãs — sabem que este é o calcanhar de Aquiles do navegador, e agora a
Mozilla investiu pesado para diminuir o consumo de memória por parte do
browser.
Esta versão consome, em média, 20 a 30% menos recursos do que as
antecessoras, podendo chegar a picos de 50% menos consumo. Essa melhora
notável é consequência de um rigoroso cronograma de atualizações da
Mozilla que começa a mostrar resultados facilmente perceptíveis aos
usuários.
O novo Firefox também aprimorou a renderização de imagens em sistemas
Windows, oferecendo mais recursos para desenvolvedores e está mais
aberto à opinião dos usuários. Aqueles que quiserem contribuir habilitam
o recurso como um complemento e enviam dados relacionados à
estabilidade do navegador.
Resumo das melhorias do Firefox 7
- Melhor uso de memória;
- Renderização aprimorada de imagens em sistemas Windows;
- Melhor sincronização de senhas com o Firefox Sync;
- Suporte para text-overflow:ellipsis;
- Suporte para especificação Web Timing;
- Opção para usuários contribuírem com informações relacionadas à estabilidade do navegador;
- Problemas de estabilidade resolvidos.
Melhoria no uso de memória
A redução da carga no uso de memória RAM durante os processos sempre
foi um dos pontos que pesaram negativamente contra o browser. Afinal,
muitos usuários relatavam processos maiores do que 200 MB apenas para
abertura de uma aba ou janela.
Essa era uma promessa antiga da Mozilla, uma vez que o excessivo
consumo de memória é a principal queixa dos usuários do navegador. De
acordo com os desenvolvedores, o Firefox 7 usa uma quantidade entre 20%
e 30% menor de memória do que as versões anteriores (6, 5 e 4). Ainda é
afirmado que por vezes, essa taxa pode ser tão grande quanto 50%.
Um detalhe importante é que, mesmo que o browser fique aberto por horas, o uso de memória será contínuo.
Botão Firefox
No canto superior esquerdo, o navegador ganha o botão Firefox. A
partir dele, é aberto um menu de contexto com acesso a diversas funções
que, anteriormente, se apresentavam em na barra de ferramentas. Opções
como “Nova aba” (também disponível pelo atalho Ctrl+T), “Nova janela” e
“Abrir arquivo” podem ser encontradas neste menu.
Acesso à lista de sites “Favoritos”, “Histórico” de navegação,
gerenciador de “Downloads” e “Complementos” não mais ficam disponíveis a
simples clique, mas todos estão organizados dentro desse menu, uma
espécie de “Iniciar” dentro do navegador.
Abas de aplicativos
Uma das funções mais interessantes criadas pelo Firefox foi a
introdução de complementos e add-ons para o navegador, característica
que hoje parece indispensável para muitos usuários em qualquer browser
que seja.
Aperfeiçoado, o acesso aos complementos agora é feito em uma nova aba. Para acessá-lo, basta ir ao menu Firefox > Complementos
ou ainda digitar o comando “about:addons” na barra de endereços. O
procedimento de instalação é o mesmo, mas, a partir de agora, não é mais
necessário reiniciar o browser para que uma extensão entre em
funcionamento.
Permaneça em sincronia
Para quem utiliza mais de um computador, manter o histórico de
navegação, bem como as URLs favoritas acessíveis a partir de qualquer de
lugar, até então, era uma tarefa que requeria o uso de uma extensão ou
de serviços complementares, como uma conta de usuário da Google.
Para facilitar a vida de quem usa o sistema de sincronização do
Firefox, a sétima versão aprimorou a sincronia entre as senhas do
usuário e o Firefox Sync. Agora, modificações feitas são sincronizadas
instantaneamente quando se utiliza o Firefox Sync.
Mais destaque para o domínio visitado
Uma característica visual de maior destaque do Firefox é o fato de
ele dar destaque para o domínio visitado. Sua função é bem prática:
facilitar a identificação de onde você realmente se encontra enquanto
navega na web.
Panorama
O sistema Panorama, que permite uma visão mais ampla das abas abertas
no browser e, consequentemente, melhor organização de todo o conteúdo,
também recebeu algumas melhorias e agora o navegador demora menos para
abrir quando essa função está em uso.
Funciona assim: as páginas ocultas pela função Panorama só são
carregadas quando você clica sobre elas; antes, todas as abas eram
carregadas juntamente com a inicialização do navegador. Isso consumia
boa parte da banda da internet e também recursos de arranque do Firefox.
Para visualizar as abas pelo sistema Panorama, use o atalho Ctrl +
Shift + E ou então o botão presente no canto superior direito da tela do
navegador.
Gerenciador de permissões
Você usa vários serviços que demandam senha, portanto, usar a função
de memorizar dados de login pode ser uma boa saída para não ter que
guardar tudo isso na sua própria memória. Para isso, o Firefox conta com
um gerenciador de permissões, e basta executar o comando
“about:permissions” (sem aspas na barra de endereços) para acessá-lo.
Na aba que se abre, você define opções relacionadas às permissões,
escolhendo se o navegador deve memorizar senhas, compartilhar
localização, armazenar cookies, abrir janelas popup e preservar conteúdo
offline. Além disso, é possível modificar manualmente cada uma das
senhas já gravadas no Firefox.
WebM, HTML5, CSS3, SVG, WebGL...
Antigamente, bastava o nome de um plugin para identificar todas
aquelas tecnologias compatíveis com o navegador. Hoje, é preciso ficar
atento ao suporte disponível para diversas linhas de programação. A
ausência de uma delas pode significar a morte prematura de um browser
antes mesmo do seu lançamento.
Nesse quesito, o Mozilla Firefox está em dia com as últimas novidades. Além do
suporte completo para HTML5,
que proporciona recursos mais dinâmicos para a criação de páginas, e
CSS3, que define folhas de estilo com mais transições e efeitos na web,
há compatibilidade com SVG e WebM.
O Firefox também oferece suporte para animações (e transições) em
CSS. Isso pode auxiliar muito na hora de carregar esse tipo de arquivo
de estilo, coisa que antes poderia simplesmente não funcionar ou, em
casos mais extremos, até mesmo causar o travamento do navegador.
Já a SVG é uma tecnologia para definição de componentes gráficos
vetoriais, aperfeiçoando o uso de imagens dinâmicas na rede. Por fim, o
codec WebM funciona em parceria com o HTML, proporcionando taxas maiores de compressão em vídeos de alta qualidade.
Para que possa exibir gráficos em 3D com melhor qualidade e
velocidade, o Firefox aprimorou os recursos de WebGL. A tecnologia
trabalha em parceria com o HTML5 e conta com gerenciamento automático de
memória.
Aceleração gráfica
Para melhorar o carregamento das páginas, algumas operações de
processamento passam a ser feitas com auxílio da placa gráfica. Isso
acontece graças à interface Direct2D, disponível nas versões mais
recentes do Windows.
O recurso é desativado na configuração padrão do programa, para
evitar gastos maiores com energia elétrica, principalmente para usuários
que utilizam o navegador em notebooks e não podem descuidar da carga de
bateria.
Compatibilidade com multitouch
Muitos do tablets que chegam ao mercado virão com o Windows 7 como
sistema operacional. Desde a versão 6, o Firefox conta com suporte para
as versões multitouch, trazendo funções adicionais para o navegador.
Opções como cortes, redimensionamento de elementos, ajuste de zoom,
giro de itens e empilhamento de imagens agora podem ser comandadas
utilizando apenas a ponta dos dedos, um avanço necessário para a nova
geração touchscreen de portáteis.